Eu adoro ver bancas de jornal. Fico folhando as revistas, vendo as capas, comparando as chamadas, as fotos, vendo títulos novos... acho um grande barato. Mas hoje, em uma banca da Av. Paulista, fiquei chocada com duas revistas semanais de ‘celebridades’, que me fizeram refletir enquanto voltava pra casa.
Em uma delas, dedicada ao Dia das Mães, estava a cantora de axé Claudia Leitte e seu rebento de 3 meses, numa foto de capa inteira, com o título “ele é minha razão para tudo!”. Em primeiro lugar, balela esse papo de que Claudia Leitte só vive para o bebê. Não questiono o amor que ela sente pelo filho (aliás, que depois de contrair meningite virou manchete nacional), mas a pseudo-baiana (Claudia nasceu em São Gonçalo, mas cresceu em Salvador) é uma das cantoras de axé mais bem sucedidas do momento.
Formata pelo show business das celebridades, nem que ela quisesse teria só o pequeno Davi como razão de vida. Com uma agenda abarrotada de shows e compromissos impostos pela gravadora, fiquei pensando como deve ser triste não poder curtir nem mesmo o curto período da licença maternidade ao lado do filho – pouco mais de um mês após dar a luz, Claudia já estava em cima de um trio elétrico do carnaval de Salvador.
Em outra publicação de mesmo espécime estava Susana Vieira (ah, sempre ela!) em foto absolutamente retocada por photoshop ao lado de letras
garrafais em vermelho: “não me escondo de ninguém”. Ora, será que alguém estava mesmo procurando por ela? Dá até um dozinho, sabe?
Uma ‘senhoura’, que poderia estar no hall das grandes divas da TV brasileira (e que tem talento para tal), consegue se superar a cada aparição patética que nos oferece. Ah, sim, na capa, ainda na seção “exclusivo” de Susaninha, aparece “revela intimidades do namoro com Sandro Pedroso”. Depois do ex-marido, será que ela não se remenda? É o típico caso de vergonha-alheia!
Foi aí que fiquei pensando... Até que ponto as pessoas são obrigadas a estar na mídia para garantir o sucesso? Ou é o sucesso que exige essa exposição tão invasiva? Basta conferir os vídeos de aspirantes a bbb pra se horrorizar com o que o ser humano é capaz de fazer para tentar os seus 15 minutos de fama – e basta folhar as revistas semanais de fofoca pra ver o que fazem para manter o status de “celebridades”.
na foto, pessoa comum quer manter o anonimato e garantir a privacidade no seu dia-a-dia.
um diário de dias
aspirações de uma jornalista, inspirações de uma mulher e pirações de uma menina...
Tuesday, May 12, 2009
Chique é ser low profile
by Carol Baggio 2 comment(s)
marks celebridade, privacidade, TV
Sunday, May 10, 2009
Dia das mães no alto do pódio
No último dia 1º. de maio fez 15 anos que aquele fatídico acidente em Ímola mudou todo o resto de nossas vidas. Da cidade automobilística da Itália, vimos, pasmos, uma carreira de sucesso ser interrompida por uma petulante curva. Logo uma curva, que delineia a primeira letra de um dos sobrenomes mais decentes de todo esporte brasileiro, foi botar fim numa trajetória ainda tão promissora!
Se a carreira foi interrompida ali, era ali também que toda a decência e persistência de Ayrton começaram a ser definitivamente perpetuadas. Sem o ídolo nas pistas, seu nome passou a encabeçar um projeto capaz de transformar sonhos em realidade – o Instituto Ayrton Senna (se alguém que estava morando em Marte e não conhece o projeto, atualize-se, please!)
Para homenagear os 15 anos da ausência de Senna, duas exposições estão em cartaz em São Paulo: a mostra “Vitória”, organizada pelas centrais trabalhistas UGT, CTB e NCST na Galeria Prestes Maia, no Vale do Anhangabaú, e “Arte Para um Mito”, no Conjunto Nacional. Depois do cochilo após o almoço, lá estava J. Charles prontinho para conferir as mostras sobre seu ídolo. O domingo, meio nublado, meio chuvoso, era o dia perfeito para ir até o centro da cidade: pouca gente na rua, quase sem trânsito.
O que nos surpreendeu mesmo foi chegar até a galeria Prestes Maia e ver as portas fechadas!! Eram 16h40 da tarde e uma rodinha de funcionários dentro do prédio estava assistindo tv (algum jogo da primeira rodada do campeonato brasileiro, imaginamos) e um funcionário veio nos atender na porta.
“Hoje fechou às 16h00”, justificou. “Sim, mas na internet dizia que a exposição era das 09h30 às 19h, sem distinção de dia”, eu disse. “Ah, é, eu sei, na internet ta errado mesmo (hã?!) e hoje já fechou. Se vocês quiserem, podem voltar amanhã” (segunda-feira, provavelmente chuvosa, no centro de São Paulo?!?). “Então, mas eles vieram de Campinas só pra ver a exposição – o que não era mentira – e vão embora ainda hoje! Eu chequei na internet e não falava nada de fechar mais cedo no domingo”. “Não tem como mesmo (ah, claro, afinal o jogo devia ser beeeem mais importante, né??), mas se vocês tiverem uma câmera fotográfica, posso tirar umas fotos pra vocês” (me segurei pra não perder a educação nessa hora). “Ah, ta, ok, obrigada por nada e um ‘ó-t-e-m-o’ fim de domingo pra você também”, respondi.
Depois da primeira tentativa frustrada (aiiiii, quer raiva!!!!!), o Andrezinho nos guiou até a Paulista, para conferir então a mostra que acontece no vão do Conjunto Nacional. Ali, 50 obras de arte ilustram o que representou (e ainda representa) Ayrton Senna para o nosso país. De artistas consagrados a crianças que nem de longe viram o ídolo nas pistas, o que se vê são olhares repletos de carinho, paixão e saudades. Devoção mesmo.
Ah, e o J. Charles, frustado por não ter visto de perto o carro da Lotus e as fotos de Senna na exposição da Galeria Prestes Maia, ficou felizão com o que viu na Paulista, como a gente pode ver na foto abaixo, ao lado da obra em aço inox ‘Interlagos 1991’, de Toso (Waldemir Felício Pimentel).
(só mesmo o Ayrton para me fazer sentir saudades dos gritos histéricos do Galvão Bueno nos domingos de manhã... acordar com o ‘tema da vitória’, perceber lágrimas escorrendo pelo rosto e sentir o coração bater em verde e amarelo!)

J. Charles na exposição do Senna no Conjunto Nacional
acima, da esq pra dir:
"O Infinito Como Chegada", de Rodolfo Veríssimo,
"Simbiose", de Luana Tayor e
"Capacete Ayrton Senna", dos alunos da Apae-SP.
obs: no Conjunto Nacional tem um livro de registros da exposição onde você pode deixar uma mensagem especial sobre/para o Senna e, ainda, fazer parte de um livro com as 100 mensagens mais bacanas. Minha mãe deixou uma fofura de mensagem, que vai inspirar muita gente que passar por ali.
by Carol Baggio 0 comment(s)
marks artes, Ayrton Senna, Conjunto Nacional, exposição, Galeria Prestes Maia
Tuesday, April 28, 2009
Folga na terça-feira??
Se você é daqueles que tem folga durante a semana e acha que só por isso não tem direito a lazer, fica aqui a dica. Tudo bem que o trânsito é bem maior durante a semana, mas o importante é não desanimar e curtir aquele dia sagrado, recarregando as energias e se divertindo, como fez André Hernan (e a pequena Favela, por tabela).

by Carol Baggio 0 comment(s)
